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Desarticulou em 2005, um grande esquema montado por um escritório de advocacia no Rio de Janeiro, de lavagem de dinheiro no exterior, sonegação fiscal e evasão de divisas

Quatro operações foram montadas em sete estados, simultaneamente, que descobriu, em 2005, um esquema milionário de lavagem de dinheiro no exterior. Conhecida como Operação Babilônia - coordenada pelo delegado Algacir Mikalovski, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, teve como principal alvo um escritório de advocacia no centro financeiro do Rio.

O advogado Chaim Zalcberg, de 70 anos, considerado pela polícia o chefe da quadrilha, foi um dos oito presos. Neste escritório carioca, segundo a Polícia Federal, era montado um grande esquema de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, que pode ter causado um prejuízo de quase R$ 80 milhões aos cofres públicos.Segundo a polícia federal, o escritório de advocacia Zalcberg & Associados criava empresas no Brasil para empresários que queriam esconder dinheiro de caixa dois e evitar o pagamento de impostos. Em seguida, eram criadas empresas estrangeiras, as chamadas off-shore (corretora de investimentos no exterior), em paraísos fiscais como Uruguai, Panamá e Ilhas Cayman, para onde o dinheiro era enviado com a ajuda de doleiros. No exterior, o dinheiro lavado, voltava ao Brasil sob a forma de investimento em empresas de fachada.

No esquema, mais de 30 empresas, e a sua maioria do setor imobiliário, para compra de imóveis ou construção de prédios e condomínios.

A operação Babilônia foi o desfecho de um dos inquéritos do Escândalo do Propinoduto - um  esquema de corrupção e fraudes na arrecadação de tributos no Rio. O escritório de advocacia apareceu nas movimentações financeiras do Propinoduto, segundo o delegado Algacir Mikalovski. A investigação contou com 130 policiais federais,que descobriu que a lavagem de dinheiro funcionava há dez anos e chegou a movimentar cerca de US$ 30 milhões. O foragido Wanis Filho, sócio de Zalcberg, segundo a PF, aparece também nas investigações da saída ilegal de US$ 30 bilhões do Banestado

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