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Envolve fraude em eleição do clube, no balanço contábil de 2005 no valor de R$ 35 milhões; transferência ilegal de US$ 3,94 milhões para bancos na bancos da Suíça, EUA e Uruguai na venda de jogadores. A administração do Clube Regatas Vasco da Gama (RJ) esteve envolvida em várias fraudes durante a presidência do deputado federal Eurico Ângelo de Oliveira Miranda. O Movimento Unido Vascaíno (MUV) descobriu, em junho de 2008, uma fraude de R$ 35 milhões no balanço patrimonial do clube, referente a 2005. Segundo o presidente do MUV, José Henrique Coelho, no programa Bate Bola, da ESPN, o Vasco adquiriu debêntures de emissão da Companhia Vale do Rio Doce com a “intenção objetiva de alterar os resultados do balanço”.


A venda do ex-jogador Paulo Miranda ao time francês Girondins de Bordeaux, em 2001, foi  envolvida em transferência ilegal de US$ 3,94 milhões, que teriam passado por bancos da Suíça, dos Estados Unidos e do Uruguai, segundo reportagem publicada, em 2007, pelo O Globo.

De acordo com o jornal, os europeus pagaram US$ 5,94 milhões pelo jogador, mas o clube brasileiro declarou ter recebido US$ 2 milhões pela negociação, significando ter deixado de recolher o equivalente a US$ 709 mil (18%) em impostos no Brasil, além de contrariar o Código de Agentes e o Estatuto de Transferências da Fifa.


O MUV apurou que o Vasco adquiriu debêntures da CVRD, pagando cerca de R$ 235 mil, enquanto no mercado esses papéis estavam cotados a R$ 170 mil. Ao registrar a operação na conta “Créditos Financeiros” do Ativo Circulante, o clube contabilizou a cifra de R$ 35 milhões, ou seja, um valor 150 vezes maior que o efetivamente pago pelos ativos. O objetivo desse artifício era inflar os números do balanço e apresentar aos sócios e conselheiros que o clube teria patrimônio líquido positivo.


No mesmo balanço, também foram encontradas graves irregularidades em lançamentos na rubrica 'Contas a Receber'. Valores que já haviam sido liquidados continuavam registrados no balanço, como as antigas dívidas de R$ 100 mil com a Pelé Sports & Marketing, e R$ 515 mil com o Fluminense Futebol Clube. Os credores comprovaram por meio de documentos, que os débitos não mais existiam na data de encerramento do balanço.


No balanço de 2005, houve outras maquiagens contábeis, época em que o clube respondia a 177 ações em fase de execução, num montante de R$ 31 milhões, sem reflexo nas contas do balanço. O patrimônio líquido negativo do clube estava em 43 milhões no balanço de 2005.


No mesmo ano, membros da antiga diretoria do clube, apresentaram uma confissão de dívida, assinada por Eurico Miranda e por Amadeu Pinto da Rocha (ex-vice-presidente geral), reconhecendo uma dívida de R$ 4,6 milhões do Vasco em favor de José Luiz Moreira, conhecido como o Zé do Táxi. A nova diretoria desconfia: “Por que não apresentou antes? Será que já existia esta dívida? Esta dívida seria referente ao período 2002/2003!”


Eurico Miranda tem uma vida extensa de paixão pelo Vasco da Gama e inúmeras ações de apropriação indébita de dinheiro dos cofres do clube, multas, eleições fraudulentas, condenações, além de descaso com a Justiça, por faltar audiências sem justificativa; além de processar jornalistas que divulgam suas falcatruas, como a de 2004, em que a Justiça julgou improcedente ação de danos morais movida por Miranda contra o jornalista Juca Kfouri e o jornal Lance, onde Miranda pedia uma indenização de R$ 50 mil por se sentir ofendido com as expressões “pernicioso" e "euricadas" usadas por Kfouri no jornal. Em primeira e segunda instâncias a Justiça rejeitou os argumentos do então presidente do Vasco.


Em 2002, perdeu sua imunidade parlamentar quando não se reelegeu para a Câmara dos Deputados. Em 2006, teve sua candidatura cassada pela juíza Jaqueline Montenegro, do TRE/RJ, “por falta de condições morais” para exercer o mandato de deputado federal, como registrou a Agência Brasil, de 24/08/2006. Eurico recorreu, a decisão foi revista pelo TSE, mas não foi eleito. Em 2007, Eurico Miranda foi condenado em primeira instância a dez anos de prisão, em regime fechado, por crime contra a ordem tributária e não recolhimento de contribuição previdenciária. A sentença, expedida pelo juiz Flávio Oliveira Lucas, da 4ª Vara Federal Criminal, no Rio, obrigou o dirigente também a pagar multa de aproximadamente R$ 53 mil. Mas sua sentença foi anulada pelo STJ, em 2008.

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Em 25/07/2008, foi derrotado nas eleições presidenciais do clube para o ex-jogador Roberto Dinamite por 148 a 102. Sua saída da presidência foi saudada como um grande momento para o futebol brasileiro, com o final da cartolagem no clube carioca.


Em 2010, Eurico Miranda tentou voltar à Câmara dos Deputados pelo PP/RJ. Apesar de ter sido condenado pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro a 10 anos de prisão por crimes tributários em 2007, decisão que foi anulada pelo STJ, Eurico passou a usar o mote de candidato “ficha limpíssima”. Não foi eleito e permaneceu na presidência do Conselho de Beneméritos do clube com mandato até 2012. Roberto Dinamite foi reeleito presidente do Vasco em 02/08/2011. (Atualizado em 03/08/2011)


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Comentários  

 
0 #2 Dodô da Bahia 19-08-2011 09:37
Evidências de corrupção no Vasco

http://www.casaca.com.br/home/2010/09/09/evidencias-de-corrupcao-no-vasco-ii/

Estou seguindo com muito gosto o site. Parabenizo os seus criadores, só espero que o equilíbrio das publicações seja respeitado.
Bom dia!
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+2 #1 Dodô da Bahia 19-08-2011 09:19
Aguardo o desdobramento e a continuidade das notícias sobre o Club de Regatas Vasco da Gama pois ao que me consta, a Instituição não fechou suas portas.
Sugiro a publicação da sentença da 37a Vara
Processo nº:
0195015-16.2011.8.19.0001
Muito grato
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