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A operação Perestroika da Polícia Federal revelou, através de escutas telefônicas, casos graves de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro entre os dirigentes do Corinthians em sua parceira com a MSI. O escândalo do clube paulista e a MSI colocou à mostra os efeitos do capitalismo no futebol brasileiro. A lavagem de dinheiro vinha do pagamento de salários de jogadores em contas no exterior, além do fechamento de negócios com empresas prestadoras de serviços fantasmas incluídas no esquema as viagens do presidente do clube, Alberto Dualib (à esq.), à MSI, em Londres. Apesar da CPI em 2001, a corrupção continuou solta e este foi apenas mais um caso envolvendo um dos maiores clubes brasileiros e investidores estrangeiros.


A imprensa  divulgou que a operação Perestroika da Polícia Federal, realizada em 2007, revelou através de escutas telefônicas, que ocorriam, desde 2002, casos graves de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro entre os dirigentes do Corinthians, e a parceira do clube, a Media Sports Investment (MSI), empresa criada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens, no Caribe.

altAs viagens de negócios e reuniões com os sócios ocultos da parceria corintiana eram na verdade uma artimanha para trazer recursos de origem duvidosa para o clube.


Gastos de viagem contabilizam até R$ 600 milhões retirados dos cofres do clube durante a administração do ex-presidente Alberto Dualib entre os anos de 1998 e 2000. Foram mais de 400 recibos que não passaram pela contabilidade oficial. As informações foram veiculadas no Jornal Nacional, da TV Globo.


A operação também revelou que o verdadeiro dono da MSI era o magnata russo Boris Berezovsky, acusado de lavagem de dinheiro público e de assassinato na Rússia. Sua fortuna estava estimada em cerca de US$ 10 bilhões. Para fugir das autoridades russas, mudou-se para Londres, e conseguiu através do deputado estadual Vicente Cândido (PT-SP) uma garantia do governo brasileiro que não seria extraditado para a Rússia se chegasse ao Brasil, informou o Globo Esporte, de 11/04/2007.
 

No escândalo do Corinthians, a Justiça Federal ouviu vários envolvidos, que alegaram inocência. Para o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, o rombo no Corinthians havia ultrapassadoR$ 1,5 milhão. Na época, a dívida corinthiana era de R$ 74 milhões, mas poderia chegar a R$ 100 milhões.


Alberto Duailib renunciou a presidência depois de 14 anos no poder no clube. Foi indiciado como réu em processo na Justiça Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na parceria do clube com a MSI.


Em agosto de 2010, Duailib foi condenado a mais de três anos de prisão por Marcelo Semer, juiz titular da 15ª Vara Criminal de São Paulo. A prisão foi substituída por outras penas restritivas de direito, fixadas em prestação de serviços à comunidade ou a entidades estatais durante os três anos e nove meses. Dualib também foi condenado a pagar 50 salários mínimos ao clube, além de 36 dias-multa, fixados em um salário mínimo vigente à época dos fatos, corrigidos desde o evento, informou o site da revista Veja, às 01h26, de 06/08/2010.


Fraudes no Flamengo
 

Em 2000, o Flamengo fechou uma parceria com a empresa suíça de marketing esportivo ISL (International Sports Leisure), que contou com a intermediação da Pelé Sports e Marketing. O contrato com duração de 15 anos previa que a ISL faria investimentos de US$ 80 milhões com o objetivo de tornar o Flamengo um dos dez clubes financeiramente mais fortes do futebol mundial. O negócio foi desfeito em 2002, após diversas acusações de fraudes, que provocaram o impeachment do presidente do clube carioca, Edmundo Santos.


Em março de 2009, Pelé lamentou as situações de clubes como o Flamengo e o Corinthians, e disparou: “se fossem honestos na administração, só na venda de produtos eles montariam um time”, registrou a Agência Estado, de 27/03/2009.


Kléber Leite, vice-presidente de futebol do Flamengo, pegou pesado na resposta ao rei do futebol: “Se alguém tem conhecimento de falcatruas efetivadas aqui no Flamengo, e efetivamente existiram, ele tem uma participação decisiva nisso, ele participou disso. Então ele tem conhecimento de causa, mais do que ninguém, para afirmar que houve roubo aqui dentro. Houve realmente, inclusive com a participação dele.”


Fraudes no Grêmio
 

Em agosto de 2000, a ISL, que também tinha parceria com o Grêmio portalegrense, emitiu, em nome do time gaúcho , três cheques no valor total de R$ 555.799,00 para pagamento de multas relativas às contratações de Amato, do Rangers escocês, Astrada, do River Plate argentino, e Paulo Nunes do Palmeiras de São Paulo. Após a falência da ISL ficou comprovado que os três clubes não haviam cobrado multa pelo atraso e nem recebido dinheiro algum.


Em outubro de 2007, a juíza Kária Elenise Oliveira da Silva, da 1ª Vara Criminal de Porto Alegre condenou o então presidente gremista, José Alberto Guerreiro, e o presidente do ISL no Brasil, Wesley Garcia, a uma pena de dois anos e dois meses de prisão, convertida em prestação de serviços à comunidade, e, por infração ao artigo 171 do Código Penal (estelionato), cada um foi condenado a pagar para o Grêmio 360 salários mínimos e mais 150 salários mínimos da época dos fatos.


Eles recorreram da decisão, e por 2 votos a 1, os juízes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, decidiram que a pena havia prescrito e eles foram liberados, informou a agência Lancepress, em 27/03/2008. (Atualizado em 09/08/2011)



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